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BIGOTTE CHORÃO. (Maria José Mexia), Sylvie Deswarte-Rosa e Martim de Albuquerque. LEITURA NOVA DE DOM MANUEL I. [T. ESPECIAL]

800,00 €
Disponível
FAC-SIMILE - LEITURA NOVA DE DOM MANUEL I.
Descrição

[Fac-símiles coloridos dos frontispícios dos  códices iluminados] Introduções de Maria José Mexia Bigotte Chorão e Sylvie Deswarte-Rosa. Prefácio do Prof. Dr.  Martim de Albuquerque. Lisboa 1987. Edições Inapa.

2 volumes in fólio de 53x40 cm. Com 46 fólios [fac-símile] e [introduções] 92, [iv] págs. Encadernação do fac-simile em inteira de pele com ferros a seco na lombada. O volume de introduções com encadernação editorial em tela com uma iluminura na pasta anterior que também consta no interior, ambos os volumes acondicionados em um estojo de protecção próprio da edição.

Magnífica reprodução fac-similar a cores com a recolha de 43 frontispícios iluminados dos códices da Leitura Nova de D. Manuel I. Iluminados e caligrafados por grandes nomes da arte portuguesa e europeia, como por exemplo: António de Holanda, Álvaro Pires e António Fernandes.

Obra inserida na coleção "História da Cultura Portuguesa", dirigida pelo Prof. Dr. Martim de Albuquerque.

Exemplar nº 20 de uma tiragem limitada de 75, [com o vol. do fac-símile em encadernado em pele]. A tiragem total foi de 675 exemplares impressos em papel couché, sendo os 600 exemplares não numerados [com os dois volumes encadernados em tela]. 

'Conjunto maravilhoso de fólios iluminados que pertencem à Cultura Portuguesa a vários títulos - no domínio da memória e da formação da cosnciência nacional, da história da construção da imagem do poder, da Arte... Desde início se entendeu necessário fazer acompanhar os fac-similes esplendorosos hoje dados a público por estudos introdutórios que permitissem aos interessados compreender-lhes o significado em toda a sua extensão, situá-los no contexto do desemesurado e grandiloquente empreendimento de D. Manuel I. Empreendimento sem par em qualquer outro país europeu e cuja dimensão e propósito são a prova da grandeza do pequeno povo extremo da Lusitânia num momento de apogeu. Como prova ainda a consciência régia de que uma Nação é um passado em comum, que se impunha valorizar e preservar.' M. A.

"O director da Leitura Nova, ... assinalava os documentos que entendia para serem tresladados. Aos calígrafos era distribuído um trabalho específico, de modo que procuravam em cada códice apenas os documentos das séries que lhes tinham sido atribuídas." M. J. M. B. C.

'Quanto aos livros da Leitura Nova, preciosos pelas iluminuras, cifram-se em 60. grossos volumes in folio-em tempos com ricas encadermações de que subsistem apenas algumas aplicações metálicas soltas, incluem os forais, e representam o produto do que poderíamos designar scriptorium regium. D. Manuel teve com a Torre do Tombo cuidado exemplar. Percebeu que o arquivo era a grande matriz do que mais tarde se consignou chamar de memória colectiva e que uma nação implica, como ensinaram os escritores do trânsito do século XIX ao século XX, um passado em comum. A sua preocupação - como já se disse levou-o, mesmo, a recomendar no testamento aos sucessores que não descuidas sem a obra realizada na Torre: 'Eu tenbo mandado emtemder no coregymento da tore do tombo e comcerto das escripturas della. No que ja agora be começado e se faz [...] porem muyto encomendo e mamdo que se acabe tudo de fazer asy a obra da mesma tore como no comcerto e trellado das escrituras della no modo em que bo tenho ordenado segumdo que o tenbo fallado e pratica do com os oficiaaes que diso emcarreguey [...]' 87 EM sempre encontramos os Livros da Leitura Nova computados no mesmo N número. Em verdade, porém, são sessenta: cinco livros de Além-Douro, três livros da Beira, oito livros de Odiana (Guadiana), treze livros da Estremadura, um livro das Ilbas (ou seja, trinta livros de base geográfica), um livro de Extras (assuntos exteriores), seis livros de Místicos (isto é, comuns a mais de uma região), dois livros de Reis, dois livros de Direitos Reais, um livro de Forais Velbos, cinco livros de Forais Novos (Entre-Douro--e-Minho, Trás-os-Montes, Entre-Tejo-e-Odiana, Beira, Estremadura) 8, cinco volumes de Inquirições (Além-Douro, Arcebispado de Lisboa, Beira e Alto Douro, Entre Douro-e-Ave, Entre-Cávado-e-Ave), um livro de Mestrados (Cristo, Santiago e Avis), dois livros de Padroados, três livros de legitimações (abarcando os reinados de D. Duarte, D. Afonso V, D. João II e D. Manuel 1) 89,

COM a Leitura Nova D. Manuel não intentou apenas reformar documentos antigos, tornando mais acessível a sua consulta; procurou também reunir e assentar materiais para a História de Portugal. COMO escreveu a Dr. Maria José Bigotte Chorão, num estudo inédito, mas fundamental, sobre Os Forais 'As razões de tal empresa, isto é, de copiar em códices de pergaminho iluminados alguns documentos produzidos em reinados anteriores e no seu próprio, dá-as o rei no prólogo desses livros e são, em resumo, as seguintes: vontade política de isolar, da enorme massa documental existente no Arquivo da Casa da Coroa, alguns documentos que pudessem ilustrar, não uma qualquer história de Portugal, mas uma história exemplar de Portugal; necessidade administrativa de responder com rapidez e eficácia às solicitações dirigidas a um arquivo corrente'. Οs manuscritos da leitura Nova reflectem, aliás, como observa a mesma investigadora, um desejo de ostentação, pela qualidade e quantidade da iluminura, pela dimensão colossal dos livros, pela utilização de pergaminbo (nacional e importado de Flandres), o que tudo espelha ainda acrescentaremos nós-o momento imperial de D. Manuel 1.

NÃO é só a reforma do arquivo e uma concepção exemplar da história de Portugal que os livros da Leitura Nova e as suas iluminuras equacionam. É também, como pôs em relevo Sylvie Deswarte, a respeito destas, todo um fenómeno artistico. 'D"un haut niveau qualitatif são agora palavras da citada estudiosa- elles fournissent le cadre idéal d"une bistoire des formes artistiques durant la primière moitié du XVI siècle au Portugal et permettent une analyse des styles et de leurs modes de passage.' M. A. In A TORRE DO TOMBO E OS SEUS TESOUROS. Inapa. Lisboa. 1990.

INFORMAÇÃO ADICIONAL [+]
Referência / SKU: 1107CS030
Idioma: Português
Nº Volumes: 2
Personalização: Não
Localização: M-grande formato-2/3-1
Autor: BIGOTTE CHORÃO. (Maria José Mexia), Sylvie Deswarte-Rosa e Martim de Albuquerque.
Peso (gramas): 8150
Comprimento: 0
Largura: 0
Altura: 0
EAN: 3513161069092
ISBN: 3513161069092

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