Vertida por Antonio Feliciano de Castilho. Typographia de Ad. Lainé et J. Havard. Paris. 1866.
De 21x14 cm. Com 144 págs. Encadernação da época inteira de pele com ferros a ouro na lombada, com coifas cansadas.
Exemplar com 2 ex-libris da época, título de posse na folha de rosto e dedicatória e assinatura do autor (invisual) na folha de guarda.
Obra bilingue em português e grego - texto sequencial - com um prólogo de Castilho em português, até à página 23, com a biografia de Anacreonte.
«Em 1866, o sempre polémico mas engenhoso poeta António Feliciano de Castilho publicou a sua versão poética do que considerava serem os poemas de Anacreonte, na realidade uma adaptação às formas da lírica nacional de 53 dos actualmente considerados 60 Anacreontea.
A figura e a obra de António Feliciano Castilho (1800-1875) ficariam para sempre marcadas por uma série de episódios e polémicas artísticas e pessoais, sobretudo no contexto da afirmação do Realismo em Portugal, que tantas vezes ofusca, pelo menos para o público culto mas menos informado, a riqueza de uma obra poética e de tradução dos clássicos ímpar entre nós. Cego aos seis anos de idade, em consequência de um surto de sarampo, desde a infância se dedicou ao estudo das línguas e culturas clássicas no Geral do Cunhal das Bolas, e consta que, com cinco anos, já versejava em latim e traduzia versos de Ovídio.»
Ref.: «Castilho, tradutor ou poeta anacreôntico? (A Lyrica de Anacreonte, 1866)», por Carlos A. Martins de Jesus, Humaitas, n.º 63, 2011.