Obra em 2 vols. encadernados em 1. In fólio (de 28x23 cm) com xii, 260 e viii, 312 págs. Encadernação da época em pergaminho rígido com finos ferros rolados a ouro sobra as pastas e decoração heráldica em ambos os super-libris.
Exemplar com ex-libris e títulos de posse coevos.
Primeira edição desta obra clássica sobre a tipografia e ilustrado com gravuras desdobráveis com fac-similes de trabalhos tipográficos incunabulares.
Renomada obra histórica escrita em latim pelo jurista e bibliófilo holandês Gerard Meerman e publicada em dois volumes no ano de 1765. Trata-se de um dos estudos mais importantes do século XVIII sobre os primórdios da imprensa na Europa, célebre por defender fervorosamente a tese de que a invenção da tipografia de tipos móveis pertence a Laurens Janszoon Coster, em Haarlem, por volta de 1440, atribuindo a Johannes Gutenberg o papel subsequente de aperfeiçoar a técnica em Mainz. A obra destaca-se não só pelo seu rigor académico, mas também pelo seu valor estético, incluindo gravuras finas e fac-símiles de espécimes tipográficos.
Gerard Meerman (1722–1771) foi um influente jurista, magistrado e bibliófilo holandês que serviu como conselheiro legal de Roterdão e no Supremo Conselho da Holanda. Reconhecido pela sua profunda erudição, reuniu uma das maiores e mais valiosas coleções privadas de livros e manuscritos do século XVIII, que utilizou para publicar importantes estudos sobre a história do direito e a origem da imprensa na Europa. Pelo seu vasto contributo intelectual, foi agraciado com o título de Barão do Sacro Império Romano-Germânico.
Refs.:
-Bigmore & Wyman, II, p. 32; Michaud 28. 105 f.