& manhas, & claros feytos do Christianissimo Dom Ioão ho Segundo deste nome: & dos Reys de Portugal ho decimo tercio de gloriosa memoria. Começando de seu nascimento, & toda sua vida ate hora de sua morte: Com outras obras que adiante se seguem. Feyta per Garcia de Rêsende. Derigido ao Exellente Principe, & Serenissimo Senhor Dom Alvaro D'allem Castro, DVQVE. &c. EM LISBOA Impressa em casa de Simão Lopez Mercador de Liuros: Com Licença da Sancta Inquisição. Anno do Senhor 1596.
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In fólio de 25,5x18,5 cm. Com [vi], CXXXIIII, [iv] fólios. Encadernação da segunda metade do século xx, inteira de pergamoide com nervos e ferros a ouro na lombada e nas pastas, com super-libris, assinada pelo mestre encadernador Frederico de Almeida.
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Folha de rosto a preto e vermelho com o Brazão do Duque de Aveiro. Bela impressão quinhentista portuguesa impressa a duas colunas com caracteres redondos.
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Terceira edição muito rara e a segunda impressa em Lisboa. A primeira edição, de 1545, foi impressa em Lisboa, por Luís Rodrigues e a segunda, de 1554, foi impressa em Évora, por André de Burgos. Depois desta seguiram-se as edições de 1607, 1622, 1752, 1798, 1902.
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Obras clássica da literatura e da historiografia portuguesas em que são minuciosamente narrados os feitos de um dos maiores reis de Portugal e figura polémica, incondicionalmente admirado pelo autor. Obra fundamental para a história de Portugal do século XV, para a história da centralização do poder real e dos descobrimentos.
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As paginas preliminares contêm a aprovação de Francisco Pereira e licenças de 9 de Janeiro de 1596; dedicatória do impressor ao Duque de Aveiro de 20 de Outubro de 1596; resumo das acções de D. João II; e soneto de André de Falcão de Resende.
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Garcia de Resende (Évora c. 1470 - 1554?) Poeta e historiógrafo, músico e cantor, homem do paço e conhecedor dos divertimentos cortesãos, foi Moço de Câmara de D. João II, passou em 1490 para o serviço do príncipe D. Afonso e voltou, por morte do Principe, no ano seguinte, a servir o pai no lugar de Moço da Escrivaninha, equivalente a secretário particular. Vinte anos depois do falecimento de D. João II, foi nomeado, por D. Manuel, secretário da Embaixada que mandou a Roma por Tristão da Cunha em 1514. A partir de 1530, fixou residência em Évora para ultimar os seus escritos, leal ao princípio enunciado no prólogo ao Cancioneiro Geral de não continuar a incúria com que os portugueses registam as coisas 'dignas de grande memória', votando-as, assim, ao esquecimento. Antes de falecer assistiu ainda à impressão da segunda edição da crónica e de outras obras, em 1554.
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Além de várias pequenas obras celebrizou-se, por ter coligido e publicado em 1516, o Cancioneiro, que tem o seu nome seguindo o exemplo de Hernández del Castillo, que publicou o Cancioneiro Geral, em Valência, 1511, É uma vasta compilação de toda a produção poética do tempo, tendo havido por parte de Resende a preocupação da quantidade na recolha.
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Ref:
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Iberian Books 66474 [15798]
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USTC, 345030.
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HPB, n.º DEGC185887015-E
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Simões, 803.
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Anselmo, 816.
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Condessa de Azambuja, 2155.
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D. Manuel, 247.
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Palha, 2847.
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Pinto de Matos, p. 486.
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Inocêncio III, 118.
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Barbosa Machado II, 328.
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