Que por descuido, ignorancia, ou necessidade se tem introduzido na locução portugueza moderna; com o juizo critico das que são adoptaveis nella. Por D. Fr. Francisco de S. Luiz, Bispo Reservatario de Coimbra, Conde de Arganil, do Conselho de Sua Magestade, Presidente da Camara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, e Socio effectivo da Academia Real das Sciencias. Lisboa. Na Typographia da Academia R. das Sciencias. 1827. Com licença de S. Magestade.
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In 4.º de 22x15 cm. Com ix, [i], 166 págs. Encadernação da época inteira de pele, com rótulo verde na lombada. Corte das folhas mosqueado.
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Exemplar com assinatura manuscrita de posse no verso da capa de brochura anterior.
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Esta é a primeira edição em volume separado. Foi primeiramente publicada nas Memórias da Academia, tomo IV, parte II. Na página iii encontra-se um extrato das Actas da Academia, determinando a reimpressão da obra à custa da Academia Real das Sciências, assinado por José Maria Dantas Pereira. Uma segunda edição foi publicada em 1835, no Rio de Janeiro.
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Obra de referência que mantém a actualidade dos seus comentários, sugerindo os sinónimos mais adequados em língua portuguesa.
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Francisco de São Luís Saraiva (Ponte de Lima, 1766 – Lisboa, 1845), popularmente conhecido como Cardeal Saraiva, foi o oitavo Patriarca de Lisboa com o nome de D. Francisco II. Nascido Francisco Manuel Justiniano Saraiva, ingressou no Mosteiro de São Martinho de Tibães, da Ordem de São Bento, em 6 de abril de 1780, com 14 anos, alterando o seu nome para Frei Francisco de São Luís Saraiva. Frequentou o Mosteiro de Santo André de Rendufe e a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Teologia. Professou filosofia e foi Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa.
Na sequência da revolução de 24 de Agosto de 1820, tomou parte dos acontecimentos políticos ao ser nomeado membro da Junta. A partir daí foi sucessivamente elevado aos mais superiores cargos da igreja e do estado. Em 1840, por pressão de Maria II de Portugal, foi feito Patriarca de Lisboa, e em 19 de junho de 1843 o Papa Gregório XVI elevou-o ao cardinalato.
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Ref.: Inocêncio II, 423-430, 1152; IX, 323; Wikipédia.