Avec 53 illustrations et une carte dans le texte et 62 photographies de l"auter hors texte. Terre Humaine. Civilisations et Sociétés. Collection d"Études et de Témoignages dirigée par J. Malaurie.
_x000d_
Libraire Plon. Paris. S/d [196?].
_x000d_
De 21x15 cm. Com 464 págs. Brochado com sobrecapa de protecção.
_x000d_
1ª edição.
_x000d_
Mais do que um simples livro de viagens esta obra trata-se de um livro sobre “a viagem”. Sem descurar os detalhes pitorescos oferecidos pelas sociedades indígenas do Brasil que se contam entre as mais primitivas do mundo actual, o autor tenta em género de autobiografia intelectual de situá-la numa perspectiva mais vasta: relação entre o Antigo e o Novo Mundo, O papel do Homem na natureza e o sentido da civilização e do progresso.
_x000d_
Claude Lévi-Strauss (1908-2009) foi um antropólogo, e filósofo belga, considerado um dos fundadores da antropologia estruturalista na década de 50, e um dos maiores intelectuais do século XX. Após passar dois anos a lecionar filosofia no Liceu Victor-Duruy de Mont-de-Marsan e no liceu de Laon, o director da Escola Normal Superior de Paris, Célestin Bouglé convida-o, por telefone, a integrar a missão universitária francesa no Brasil, como professor de sociologia da Universidade de São Paulo. Esse telefonema seria decisivo para o despertar da vocação etnográfica de Lévi-Strauss.
_x000d_
A sua estadia no Brasil, durante a qual viajou pelas regiões centrais do Brasil, e contactou com as populações indígenas locais, fazem despontar em si a sua vocação de arqueólogo. As suas ideias rompem com a ideia de que índios são somente índios, discordam da divisão em civilizados e selvagens ou em superiores e inferiores, e demonstram um pensar ambientalista quase radical. Foi apenas com o publicar desta obra em 1955 que Lévi-Strauss se tornou um dos intelectuais francófonos mais conhecidos.
_x000d_
"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai teminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente". – declarou aos 97 anos, em 2005, quando recebeu o 17º Prêmio Internacional da Catalunha, em Espanha. Faleceu em 30 de Outubro de 2009, poucas semanas antes da data em que cumpriria 101 anos de idade.