Por … A sua mulher D. Maria Gertrudes de Andrade. Tomo I [Tomo II] Lisboa. Na Imprensa Nacional. 1843.
De 27x18 cm. com [xvi], 245, [v]; [x], 235, [ix] págs. Cartonagens do editor com títulos nas pastas anteriores e nas lombadas e decorações nas pastas posteriores. Folhas por aparar.
Ilustrado em extratexto com 12 gravuras sobre folhas de papel muito encorpado, desenhadas por Maurício José Sendim e Domingos António Sequeira litografadas por M. L. & Cia.
Impressão de grande beleza, com caracteres redondos muito elegantes e itálicos nalgumas das poesias, sobre papel muito alvo e com grandes margens.
1.ª edição, muito rara, mandada imprimir num número reduzido de exemplares para serem oferecidos aos amigos do autor.
Inclui várias poesias de Francisco António Martins Bastos, poeta e latinista, Pimentel, Pedro Feliciano de Oliveira e Figueiredo.
Obra constituída por 100 cartas em que são descritos os costumes, a sociedade e as instituições da Índia e da China, juntamente com reflexões filosóficas e comparações com os países ocidentais.
Obra muito valiosa pela beleza, pela raridade e por ser uma fonte para o estudo da visão que os portugueses da primeira metade do século XIX tinham do mundo oriental.
José Ignacio de Andrade (Santa Maria, Açores, 1780 - Lisboa, 1863), empresário e comerciante, fez fortuna em várias viagens à Índia e à China, com barcos por ele armados e comandados. Desempenhou as funções de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e posteriormente de Presidente do referido município em 1838 e 1839. Foi membro da Administração do Banco de Lisboa e depois do Banco de Portugal.
Inocêncio IV, 370 e XIII, 13.