Tradução e introdução de João Maria André. Prefácio de Miguel Baptista Pereira. 2.ª Edição. Serviço de Educação. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. 1998.
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De 22x14,5 cm. Com [ii], 242, [i] págs. Encadernação do editor com sobrecapa de protecção. Ilustrado em extratexto com reprodução de fotografia de pormenor do túmulo do autor na Igreja de San Pietro in Vincoli, em Roma.
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Contributo de grande qualidade para o estudo e conhecimento da obra de Cusa em Portugal.
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Tradução da obra de 1453 com o título original «De Visione Dei», que segundo Pereira «ainda hoje nos deslumbra pela novidade e pela originalidade».
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«Trata-se de um escrito cujo estilo, atingindo momentos de rara beleza, procura colocar o leitor num contacto privilegiado com a experiência mística da sua finitude imersa no horizonte inexaurível e inatingível da plenitude infinita de Deus... atravessando sucessivamente alguns temas filosófico-teológicos, cujo desenvolvimento projecta o leitor para uma tal densidade especulativa e metafísica que […] o inscreve nas fronteiras mais recônditas […] em que se tocam no limiar da luz com as trevas, a religião, o misticismo e a filosofia»
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Nicolau de Cusa (Kues, Alemanha 1401- Todi, Itália 1464) foi Bispo de Bressanone e Cardeal da Cúria Romana. Desenvolveu uma intensa actividade eclesial como legado do Papa, chegando a desempenhar as funções de Vigário Geral do Estado Pontifício. Como filósofo realizou uma densa especulação filosófico-teológica, que o tornou um dos antecipadores da moderna metafísica do sujeito.