OFFERECIDA A ELREY NOSSO SENHOR D. JOÃO IV. PARA QUE A EMENDE. COMPOSTA NO ANNO DE 1652. PELO PADRE ANTONIO VIEIRA ZELOSO DA PATRIA. NOVA EDIÇAÕ. LISBOA, MDCCCXXIX. [1829] NA TYPOGRAPHIA ROLLANDIANA. Com Licença da Meza do Desembargo do Paço. Vende-se em casa de Rolland, Rua Nova dos Martyres, Nº 10, abaixo do Theatro de S. Carlos.
In 8º de 15x10,5 cm. com 426, [vi] págs. Encadernação da época com lombada em pele e ferros a ouro.
Exemplar com desgaste na encadernação em especial na coifa inferior e nos cantos, com assinatura de posse constituída por iniciais que estão rasuradas e com nova assinatura de posse de Antonio Candido da Silva Dias, na folha de rosto. Texto com sublinhados a lápis preto e azul e nalguns casos a tinta.
Trata-se possivelmente da 6ª edição, rara, desta célebre obra.
Sobre a arte de Furtar existe uma complicada questão bibliográfica, ainda por resolver, quanto ao número de edições, as respectivas datas e quanto ao autor. Sobre a autoria práticamente o único ponto consensual é que o seu autor não é o P. António Vieira.
É uma obra que denuncia e satiriza os abusos de poder e a corrupação, que foram sempre males endémicos da sociedade portuguesa, que se agravaram muito durante o Século XIX e parte do XX até aos nossos dias.
Inocêncio I, 308 e XXII, 435.