Gravado e publicado por Breidenbach & Co., Dusseldorf. 1871.
De 39x33 cm. com 20 fólios litografados em papel cartonado, apenas pela frente, 10 deles cromolitografias.
Encadernação do editor em tela com relevos e ferros a seco, ferros a ouro com motivos vegetalistas e título e autor em superlibris na pasta anterior.
Contém página de título e frontispício gravado, seguidos de página de texto a uma cor e cromolitografia referentes a cada um dos autores do texto, ou do grupo de autores a que o texto se refere, intercalando texto/cromolitografia.
Os textos em alemão e as cromolitografias são referentes a figuras incontornáveis da cultura germanófila (Alemanha e Áustria) tais como Goethe, Beethoven, Mozart, Dürer, Holbein, Schiller, entre outros.
Allwine Heuser, mais tarde Schroedter por casamento com Adolf, pintor e ilustrador alemão, conheceu através dele muitos protagonistas da Escola de Pintura de Düsseldorf, da qual Adolf fazia parte, tais como Wilhelm von Schadow, Andreas e Oswald Achenbach, Alfred Rethel, Karl Ferdinand filho, Eduard Bendemann, Johann Wilhelm Schirmer, Ludwig Des Coudres, Carl Friedrich Lessing, Robert Reinick e Hans Fredrik Gude.
Alwine foi encorajada pelo seu marido a fazer trabalhos artístico. Tendo como temas, a decoração do livro e a alegoria, capitulares e pintura de flores, desenvolveu um domínio independente, utilizando inovações técnicas como a cromolitografia. Enraizada numa visão romântica e decorativa da arte de Dusseldorf, Alwine Schroedter não conseguiu no entanto familiarizar-se com o naturalismo, cada vez mais predominante. No entanto em 1870, numa exposição da Associação de Mulheres Artistas e Artistas em Berlim, no género de pintura floral, foi reconhecida pela crítica como representante de um estilo romântico próprio por mostrar doçura e sentimentalismo na seleção dos textos e na execução da decoração floral.