De 33x25 cm. Com 12 páginas inumeradas A4 (29,5x21 cm) e 14 telas de arquitectura numeradas de 1 a 14.
Conjunto acondicionado em pasta de arquivo da época, cartonada, com furação e fechos em metal.
A Memória Descritiva e as telas de arquitectura foram impressas no processo de ozalide e todas foram posteriormente assinadas individualmente pela mão dos arquitectos Frederico George, Alfredo de Matos, Francisco Borges, e outros.
A Memória Descritiva é antecedida de um Índice Geral que confirma e confere que este conjunto de plantas se encontra completo. A Planta de Conjunto (tela nº 1) da obra encontra-se na escala de 1:500 e as restantes plantas, cortes e alçados encontram-se na escala de 1:200.
Os arquitectos descrevem a igreja da seguinte forma na sua Memória: «constituído por um grande anfiteatro de cerca de 1000 lugares, e zona de convívio, disporá de entrada situada na confluência da Av. António Augusto de Aguiar e da Rua Eng. Canto Resende [...]».
A nova igreja de São Sebastião da Pedreira jamais foi edificada, numa disputa a que não é alheia a modernidade deste Projecto apresentado, e ainda a disputa deste espaço construtivo poder, eventualmente, ter sido destinado para a futura Sé Catedral de Lisboa.
Frederico Henrique George (1915 -1994) foi um arquitecto e pintor português que participou e colaborou na decoração da Exposição do Mundo Português. Em 1941 foi feito Oficial da Ordem Militar de Cristo e obteve o Prémio Columbano do Secretariado Nacional de Informação na Exposição do Secretariado de Propaganda Nacional em 1944. Há alguns trabalhos seus no Museu de Arte Contemporânea, em Lisboa, e alguns em colecções particulares, em Londres. Participou na 1.ª Exposição de Design Português em 1971, organizada pelo Instituto Nacional de Investigação Industrial, e Interforma – Equipamento de Interiores (INI). Em 1989 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.
As obras e projectos mais notáveis deste arquitecto foram: o Museu de Marinha e o Planetário Calouste Gulbenkian; a decoração do Cinema Império, Lisboa; o Hotel Penta, Lisboa; e foi o responsável gráfico pelo livro/álbum Ponte Salazar.