Com uma carta por Antonio Ennes acerca das ordens e instituições religiosas. Livraria Portuense de Lopes & C.ª Editores. Porto. 1894.
De 21,5x14,5 cm. Com xv, 272 págs. Encadernação com a lombada e cantos em pele, por Luís Lopes Lda. Ilustrado com o retrato do autor em extratexto.
Exemplar com algumas manchas nas primeiras páginas.
Bom contributo para o estudo das consequências de um dos mais marcantes acontecimentos do Século XIX.
O autor trata das freiras do Mosteiro de Vila do Conde, do Mosteiro de Dominicanas do Corpus Christi de Vila do Conde e dedica algumas páginas aos mosteiros de Moura e ao Convento das Teresinhas de Coimbra. No prefácio António Enes, defende a extinção das ordens religiosas realizada em 1834 e mostra-se contrário à sua restauração ainda que aceite a utilidade das novas congregações de vida activa, que não eram legalmente autorizadas em Portugal.
A extinção das ordens religiosas determinada pelo Regime Liberal abrangia todas as ordens sem excepção e tinha efeitos imediatos, no entanto como muitas das freiras não tinham uma família que as pudesse acolher, foram autorizadas a ficar nas suas casas religiosas até ao falecimento da última. Este facto permitiu ao autor a recolha de muita informação sobre a vida muitas vezes miserável destas freiras do Século XIX e sobre a história dos seus conventos.
Tomás Lino d´Assumpção (Lisboa 1844 - Paço de Arcos 1902), Engenheiro civil de formação, exerceu funções directivas na Biblioteca Nacional e substituiu António Enes quando este seu amigo foi desempenhar o cargo de Comissário Régio de Moçambique. Esteve emigrado no Brasil e distinguiu-se como jornalista, escritor e historiador, tendo escrito, entre outras, várias obras sobre mosteiros de ordens femininas.