Impressão Régia. Lisboa. 1812 - 1816.
16 volumes de 20x14 cm. Com paginação continuada em cada semestre. Encadernações em percalina verde.
Ilustrado com as seguintes três gravuras: Nº 12 de 1812, gravura desdobrável de José Machado de Castro que representa o grupo norte do pedestal da estátua de D. José, na Praça do Comércio; Nº 32 Mapa desdobrável de grandes dimensões da Ria de Aveiro, que acompanha o plano de Abertura, da Nova Barra por Luís Gomes de Carvalho; Nº 33 Gravura com diversos instrumentos usados em experiências químicas e que ilustra um trabalho do Dr. Tomé Rodrigues Sobral dirigido a José Feliciano de Castilho sobre uma nova aplicação do gás muriático oxigenado.
Colecção incompleta que inclui os seguintes números dos primeiros 5 anos de publicação.
Nº 2 - 1812; de 55 à 152 págs.
Nº 3 - 1812; de 153 à 225 págs.
Nº 8 - 1812; de [iv], 83 à 152 págs.
Nº 9 - 1812; de [iv], 153 à 228 pág,.
Nº 12 - 1812; de [ii], 389 à 470 págs.
Nº 17 - 1813; de [ii], 1 à 104 págs.
Nº 21 - 1813; de [ii], 1 à 102 págs.
Nº 26 - 1814; de 105 à 152 págs.
Nº 29 - 1814; de 249 à 300 págs.
Nº 30 - 1814; de 301 à 350 págs.
Nº 32 - 1815; de 49 à 100 págs.
Nº 33 - 1815; de 101 à 150 págs.
Nº 34 - 1815; de 149 à 200 págs.
Nº 35 - 1815; de 201 à 248 págs.
Nº 36 - 1815; de 251 à 300 págs.
Nº 42 - 1816; de 251 à 299 págs.
Segundo Inocèncio este jornal foi publicado entre 1812 e 1820, com um total de 16 volumes. Era redigido em Coimbra e publicado em Lisboa. Teve por seus fundadores e directores os lentes de medicina da Universidade de Coimbra, José Feliciano de Castilho, Angelo Ferreira Diniz e Jeronymo Joaquim de Figueiredo.
É notável especialmente pela atenção que concede à higiene e saúde pública e à divulgação de conhecimentos científicos úteis.
Contém um estudo sobre a estátua equestre de D. José da autoria de José Machado de Castro. Este conjunto apenas inclui a terceira parte desse estudo, com uma gravura.
Conta com a colaboração dos mais ilustres cientistas e escritores da época e inclui artigos sobre assuntos muito variados, e de muito interesse, concernentes às ciências, à religião, à filosofia, às artes, à historia, à topografia, à arquitectura civil, à arqueologia e literatura de Portugal e suas colónias. Publica grande numero de poesias originais e traduzidas, documentos inéditos, novidades bibliográficas e artísticas.
Maria de Fátima Nunes, do Departamento de História da Universidade de Évora, "A Universidade e a divulgação de conhecimentos científicos e úteis no Jornal de Coimbra (1812-1820)".
João Paulo Barrigão Rodrigues, dissertação apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, "O Jornal de Coimbra: subsídios para o estudo do primeiro jornal português de Higiene e Saúde Pública" apresenta um estudo aprofundado sobre este importante periódico.
Inocêncio IV, 177-178.