Suplemento do Nº 13238 de 28/V/68. Diário da Manhã. Director Barradas de Oliveira. Editor: Antônio da Fonseca. Companhia Nacional Editora. Lisboa. 1968.
De 41x28 cm. Com 240 págs. Brochado. Profusamente ilustrado no texto disposto a 4 colunas e em páginas prenchidas por anúncios. Capa da autoria de Águas
Número especial pouco comum e muito importante para a história de Portugal no século XX, em especial do Estado Novo, e para o estudo dos meios de propaganda que o regime usou com grande maestria para obter o apoio ou pelo menos a aceitação do povo e dos diversos grupos sociais.
É especialmente importante por ser como um balanço final das realizações do regime sob a direcção de Salazar, que apenas 4 meses depois desta publicação ficou incapacitado por motivos de doença.
Bela realização gráfica e artística, com um resumo da carreira de Oliveira Salazar, nas primeiras 28 páginas, com o título: «40 Anos de Governo», que termina com a recepção ao Papa Paulo VI, em Fátima, apenas 15 dias antes. O resto da publicação integra detalhados relatos de grande número de obras públicas em todo o páis e nas colónias, assim como das iniciativas de apoio social realizadas pelo regime. Nas páginas 6 e 27, inclui uma notícia sobre o lançamento do concurso internacional para a construção da barragem de Cabora Bassa.
O Diário da Manhã: jornal de doutrina política e de grande informação era o órgão oficial da União Nacional, e publicou o seu primeiro número em 4 de Abril de 1931. Era propriedade da Companhia Nacional Editora, e esteve sedeado na Rua da Misericórdia, 95, em Lisboa. Entre os seus editores e directores encontram-se António da Fonseca e Barradas de Oliveira. Da fusão entre A Voz e o Diário da Manhã, surgiu em 1 de Fevereiro de 1971, o jornal Época que teve como director A. Fialho Rico. Também este jornal era um órgão oficioso da renomeada Acção Nacional Popular e foi publicado até Maio de 1974.