Typographia de Silva. Lisboa. 1845.
De 21x15 cm. Com 714, [i] págs. Brochado. Exemplar por abrir, com danos e manchas de humidade nas capas de brochura e na lombada.
Este segundo volume é constituído por 141 notas aos apontamentos históricos presentes no primeiro.
Apesar de o autor não estar mencionado no livro, Inocêncio confere a Correia de Lacerda a sua autoria.
António Bernardo da Costa Cabral (Fornos de Algordes 1803 - Porto 1889) foi uma figura dominante da primeira fase do Regime Liberal que, entre outros cargos e funções, foi Ministro da Justiça desde 1939 a 1842. Embora tenha sido uma das figuras mais controversas do periodo de consolidação do regime liberal, chegando a ser acusado de corrupção e nepotismo, era admirado pelo seu espírito reformador. Empreendeu um ambicioso plano de reformas que serviu de fundamento do moderno Estado Português. A reforma judiciária iria manter-se em vigor, com poucas alterações, por um período de cerca de 100 anos.
D. José Maria de Almeida e Araújo Correia de Lacerda (Vila Real 1802 - Lisboa 1877), filho do Conselheiro José Joaquim de Almeida e Araújo Correia de Lacerda, que foi Ministro do Reino entre 1825 a 1826, tomou o hábito na Congregação dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e foi professor de Filosofia racional e moral, no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Foi também Fidalgo da Casa Real do Conselho de sua Magestade, deputado às cortes em várias legislaturas, reitor do Liceu Nacional e Comissário dos estudos no distrito de Lisboa, membro do Conselho Geral de Instrucção Pública.
Em 1826 deixou a congregação e foi provido no benefício de Tesoureiro-mor da Sé da Guarda e Deão da Sé Patriarcal de Lisboa. Apoiante dos governos de Costa Cabral, de quem escreveu uma biografia publicada, em dois volumes, nos anos de 1844-1845, foi redactor principal e colaborador de diversos jornais políticos desde o Director em 1838 ao União, em 1851.
Inocêncio V, 15-17; VIII, 103; XIII, 77-79; XXII, 459.