Parte Primeira. [Parte Segunda]. Escrita por... Reprodução facsimilada do Arquivo Histórico Português (1915) preparada por Anselmo Braancamp Freire. Prefácio por Luíz F. Lindley Cintra. E agora copiada fielmente dos melhores manuscritos por William J. Entwistle, Professor da Universidade de Oxford. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. MCMLXXIII e MCMLXVIII [1973, 1968].
2 Volumes de 29x20 cm. Com 17, [i], lxx, [i], 424, [iii]; xxxix, [i], 461 págs. Brochado. Ilustrado. Exemplar por abrir, com rasgo à cabeça da lombada segundo volume.
Parte Primeira da obra ilustrada com brasão de Portugal na folha de rosto da versão facsimilada do Arquivo Histórico Português (1915) e em extratexto com gravura de Vista de Lisboa conforme a iluminura da primeira folha da Crónica de D. João I, e fac-símiles de documentos (Primeira página do testamento do infante D. Fernando, que morreu em Fez, todo escrito por Fernão Lopes, seu escrivão da puridade; Instrumento de aprovação do testamento do Infante D. Fernando, lavrado por Fernão Lopes, tabelião geral no reino, a 18 de Agosto de 1437; Ressalva escrita por Fernão Lopes no fecho de uma certidão por êle assinada;) e da Primeira folha da Crónica de D. João I de Fernão Lopes, impressos sobre papel couché.
A Primeira Parte da obra apresenta os seguintes capítulos: Prefácio, por Luíz F. Lindley Cintra; Introdução por Anselmo Braancamp Freire; Apêndice de Documentos; Prologo; Capitulo I a CXCIII; Coreccções; Índice de nomes próprios.
A Segunda parte da obra apresenta os seguintes capítulos: Nota Prévia; Prolegómenos a uma edição de Fernão Lopes; Manuscritos e edições de textos utilizados nesta edição e siglas que os representam; Tábua das matérias; Texto (Os CCIV [204] capítulos da Crónica de Dom Joham I).
Fernão Lopes (cerca 1380-1460) terá nascido em Lisboa, de uma família do povo. É considerado o maior historiógrafo de língua portuguesa, aliando a investigação à preocupação pela busca da verdade. Foi escrivão de livros do rei D. João I e «escrivão da puridade» do infante D. Fernando. D. Duarte concedeu-lhe uma tença anual para ele se dedicar à investigação da história do reino, devendo redigir uma Crónica Geral do Reino de Portugal. Correu a província a buscar informações, informações estas que depois lhe serviram para escrever as várias crónicas (Crónica de D. Pedro I, Crónica de D. Fernando, Crónica de D. João I, Parte I e II, Crónica de Cinco Reis de Portugal e Crónicas dos Sete Primeiros Reis de Portugal). Foi «guardador das escrituras» da Torre do Tombo.