Tome Premier [Tome Second à Douzième]. A Paris, Chez Ménard et Desenne, 1827.
12 Volumes de 14x9 cm. Com [iv], xxxii, 292; [iv], 313; [iv], 290; [iv], 333; [iv], 340; [iv], 318; [iv], 319; [iv], 326; [iv], 348; [iv], 331; [iv], 344; [iv], 310 págs. Encadernações com lombadas em pele, com nervos e ferros a ouro e a seco. Apresentam folhas de guarda marmoreadas e um marcador em tecido.
Ilustrado com um retrato da autora no primeiro volume, em face da folha de rosto.
Exemplar com leves danos nas coifas de alguns volumes.
Os volumes pertencem à colecção: «Bibliothèque Française».
Maria de Rabutin-Chantal, marquesa de Sévigné (Paris, 1626 - Grignan, 1696) é um dos grandes ícones da literatura francesa do século XVII. Uma nobre marquesa e escritora, reconhecida principalmente pelas suas cartas, endereçadas, na maioria, à sua filha, Françoise-Marguerite de Sévigné.
As cartas enquadram-se num movimento individualista que se sentiu na literatura do século XVII, sendo portanto marcadas por um sentimento de profunda humildade e transparência. Tornaram-se famosas num curto espaço de tempo (Saint-Simon, por exemplo, falou delas várias vezes em elogios), constituindo uma parte essencial da literatura francesa, embora esta correspondência fosse inicialmente privada e Madame de Sévigné não tivesse qualquer intenção de a publicar durante a sua vida.
A colecção de cartas da Marquesa à sua filha, tal como a conhecemos hoje, sofreu muitas mudanças ao longo do tempo. As cartas de Madame de Sévigné foram publicadas em três edições entre 1725 e 1726, consistindo a primeira de apenas 28 cartas. A presente edição reúne um total de 936 cartas, sendo atualmente conhecidas 1.120, das quais apenas cerca de 15% são assinadas.
A título de curiosidade: as cartas de Madame de Sévigné desempenham um papel importante no romance Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust.