Verdade e Sinceridade. Colecção Mnésis, N.º 7. Vega. Lisboa. S.d.
De 20,5x14 cm. Com [iv], 149, [ii] págs. Brochado. Exemplar com ligeiro dano no pé da capa anterior, picos de acidez no corte superior do miolo, etiqueta da Livraria Alfarrábio na folha de guarda anterior e assinatura de posse na folha de anterrosto.
Raúl Germano Brandão, nascido a 2 de Março de 1867, e falecido a 5 de Dezembro de 1930. Frequentou o Curso Superior de Letras no Porto, tendo-se dedicado desde tenra idade ao jornalismo, colaborando no Correio da Manhã. Estreou-se com a publicação da coletânea de contos Impressões e Paisagens, com traços naturalistas, que logo abandonou. Publica a História de Um Palhaço -Vida e Diário, em 1896, assumindo já traços caraterísticos da sua obra, que giram à volta da condição humana, assumindo caraterísticas expressionistas.
Publica mais tarde a versão refundida da obra supracitada, A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore, A Farsa, (1903), Os Pobres (1906), os estudos históricos El-Rei Junot (1912) e A Conspiração de Gomes Freire de Andrade (1914); e Húmus, em 1917. Em 1923 reúne 3 peças num volume de Teatro (O Gebo e a Sombra, O Doido e a Morte e O Rei Imaginário), e o livro de reportagem jornalística Os Pescadores, tendência esta que continuará em 1926 com Ilhas Desconhecidas.
Destaca-se ainda com 3 volumes de Memórias, (1919, 1925 e 1933), O Avejão (1929) e a novela O Pobre de Pedir).