1.ª Edição. Campo das Letras Editores. Porto. 2003.
De 28x23 cm. Com 261, [ii] págs. Encadernação do editor. Ilustrado com fac-similes e fotografias a preto e branco. Exemplar com dedicatória de Eduardo Lourenço na folha de anterrosto.
Do preâmbulo da obra, «O que nos parece constituir a profunda originalidade de Eduardo Lourenço é justamente a sua capacidade fazer emergir o lado obscuro de tudo aquilo em que o seu 'olhar' pousa, utilizando para o efeito uma instrumentação teórica e conceptual elaboradíssima e de assinalável complexidade (onde se destaca uma original fenomenologia, uma muito particular concepção ontológica de imaginário e uma utopia de forte pendor ético).
A metáfora da viagem parece-nos a mais eficaz para traduzir a sua aventura vivida e escrita. Viagem de autognose individual e de cada um de nós simultaneamente, mas também de autognose colectiva. A sua viagem é também uma viagem no sentido físico, na qual a itinerância interior dos afectos e das ideias se cumpre (ou não) na itinerância geográfica externa dos lugares (Portugal, frança, Brasil e novamente França...). Quisemos, assim, que a estrutura da obra traduzisse essa opção: os materiais organizam-se em grandes núcleos espácio-temporais - S. Pedro do Rio Seco, Guarda, Coimbra, Lisboa e depois a sua saída para o estrangeiro, Paris, Hamburgo, Heidelberg, Montepellier, Baía, Grenoble, Nice e Vence'.
Eduardo Lourenço de Faria (Almeida, São Pedro de Rio Seco, 1923 - Lisboa, 2020) foi um professor e filósofo português. Recebeu diversos prémios e condecorações, incluindo o Prémio Camões em 1996. Tem uma biblioteca com o seu nome na Guarda. De 2016 a 2020 foi Conselheiro de Estado, por nomeação presidencial.