Imprenta y Estereotipia de M. Rivadeneyra. Madrid. 1872.
De 17,5x10,5 cm. Com 35 págs. Encadernação em tela encerada com estampa em pele com título da obra e ferros a ouro. Folhas de guarda em papel decorativo.
Tem junto recorte de jornal, colado a um corte de papel com algumas notas manuscritas, com pequeno trecho sobre as portas da Muralha Fernandina.
A embaixada do Marquês de los Balbazes, a Portugal em 1727, teve com objectivo pedir formalmente a mão da Infanta D. Maria Bárbara de Bragança, filha de D. João V de Portugal, em nome do rei de Espanha, para casar com o Príncipe das Astúrias, que será o futuro Rei D. Fernando VI de Espanha. O acordo deu origem à famosa Troca das Princesas, pois O infante português D. José, futuro rei D. José I de Portugal, casou-se com a infanta espanhola, Mariana Vitória de Bourbon.
Foi um duplo matrimónio estratégico planeado para selar a paz, reaproximar as coroas de Espanha e Portugal, após os anos de tensões, que se seguiram à Guerra da Sucessão de Espanha. A embaixada liderada pelo Marqués de los Balbases em Lisboa serviu como um palco de propaganda e afirmação do estatuto do rei D. João V, que como era sua política, aproveitou a sumptuosidade dos festejos e as exigências do rígido cerimonial diplomático para demonstrar a riqueza do império português (impulsionada pelo ouro do Brasil) e exigir uma paridade e reciprocidade diplomática absoluta face à Coroa espanhola.
Ambrosio Gaetano Spínola de la Cerda (Milão, 1696 - Madrid, 1757) 5.º Marqués de los Balbases, descendente do célebre General de origem italiana, D. Ambrogio de Spínola, 1.º Marqués de los Balbases, que obteve grandes vitórias na Flandres.