Por Manuel Xavier Trindade Roquette Tenente d"Infanteria. Com um prefacio de João Carlos Rodrigues da Costa, Coronel d"Artilheria. - Typographia Leiriense. Leiria. 1901.
De 19,4x14 cm. Com [viii], xiv, [ii], 95, [ii] págs. Encadernação do editor. Ilustrado em extratexto, com gravuras sobre papel couché dos três castelos da ordem: Mértola, Alcácer do Sal e Palmela.
Exemplar com dedicatória do autor ao General de Divisão, Francisco Higino Craveiro Lopes, avô do Presidente da República, entre 1951 e 1958, General Craveiro Lopes.
As páginas preliminares contêm uma dedicatória ao Infante D. Afonso, as páginas preliminares numeradas em algarismos romanos incluem o prefácio. Inclui um catálogo geral dos Mestres de Santiago, que governaram a Ordem em Portugal, até que a administração do mestrado passou para a coroa portuguesa, a lista de algumas reuniões do capítulo geral da Ordem e uma descrição do Mosteiro de Santos-o-Novo.
A Ordem de Santiago, religiosa militar, era de origem castelhano-leonesa e foi instituída por Afonso VIII de Castela e aprovada pelo Papa Alexandre III, em 5 de Julho de 1175. Por iniciativa do Rei D. Dinis, em 1288, foi criado o ramo português, que obteve a separação definitiva de Castela, em 1320, por determinação do Papa João XXII.
A ordem teve grande importância na reconquista aos mouros do Alentejo e do Algarve. Desde o Século XVI, passou a ter como Grão-Mestre os Reis de Portugal, sendo depois reformada por Filipe II e por D. Maria I, no século XVIII. Extinta em 1834, hoje em dia é uma das ordens honoríficas portuguesas destinada a cidadãos que se destinguem no campo das ciências, letras e artes.