PARA SABEREM DELINEAR, E CONSTRUIR Toda a qualidade DE OBRA DE CAMPANHA, E para saberem pôr em estado de defensa diversos pequenos Póstos; como saõ os Cemiterios, Igrejas, Palacios, Cidades, Villas, e Aldêas: COM ESTAMPAS, POR F. DE GAUDI, Tenente Coronel no serviço de Sua Magestade Prussiana, Que traduzio agora na lingua Portugueza, e dedica A Sua Alteza Real o Serenissimo PRINCIPE DO BRASIL, LUIZ CARLOS DE CLAVIERE, Sargento mór da Praça de Almeida. E mandada imprimir pelo mesmo Serenissimo Principe. LISBOA. Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno. M. DCC. LXXXI. [1781]. Com Licença da Real Meza Censoria.
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De 17,5x11,5 cm. Com [xxii], 156, lxxviii págs. Encadernação da época inteira de pele, com nervos e ferros a ouro na lombada. Inclui um marcador de páginas em tecido.
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Ilustrado com uma gravura aberta por M. S. Godinho com o retrato do Príncipe D. José em face da folha de rosto e uma tabela gravada em chapa de metal na página 144, informando acerca da quantidade de pólvora necessária para carregar uma mina, consoante o terreno. No final inclui 39 estampas em extratexto, entre as quais 6 desdobráveis, com levantamentos topográficos e esquemas de fortificação de campanha.
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Impressão cuidada sobre papel de qualidade, ornamentada com cabeção e inicial decorada gravados a ferro na dedicatória, além de ornatos tipográficos xilogravados na primeira e florão de remate na página 156.
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Raro manual técnico-militar do século XVIII, esta Instrução dirigida aos oficiais de infantaria é uma obra de referência para o estudo da teoria e prática da engenharia de campanha no contexto militar europeu da segunda metade do século XVIII.
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Primeiras páginas não numeradas contêm dedicatória do tradutor, prólogo do autor, prólogo do tradutor e índice de matérias.
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Organizada em nove capítulos, inclui desde princípios de delineamento e cálculo de materiais à execução prática das obras, com abundante ilustração técnica. Com elevado rigor técnico e clareza pedagógica, aborda a construção e defesa de estruturas ligeiras, com especial atenção a pequenos postos — como aldeias, igrejas ou cemitérios — recorrendo a soluções de campo como redutos, trincheiras, inundações e minas defensivas.
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Traduzida e adaptada para o português por Luís Carlos de Claviere, então sargento-mor da Praça de Almeida, a obra foi publicada por ordem do Príncipe do Brasil (futuro D. João VI), com o objetivo de formar quadros militares segundo os modelos modernos de fortificação em uso nos exércitos da Europa Central, sobretudo na Prússia de Frederico II.
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Friedrich Wilhelm Ernst Freiherr von Gaudi (Spandau, 1725 – Cleves, 1788) foi um engenheiro militar e general prussiano de origem huguenote, pertencente a uma antiga família nobre de origem escocesa ao serviço dos Hohenzollern. Ingressou no exército em 1744, após estudos em Königsberg, e serviu sob Frederico II da Prússia, distinguindo-se como oficial de Estado-Maior durante a Guerra dos Sete Anos. Recebeu a condecoração Pour le Mérite em 1760 e foi promovido a comandante de regimento em Wesel em 1763, vindo a atingir o posto de tenente-general e inspetor de tropas da região da Vestfália. Foi também autor de um vasto diário manuscrito sobre a Guerra dos Sete Anos, hoje conservado no Arquivo do Estado-Maior alemão. A presente obra, publicada pela primeira vez em 1767, teve grande repercussão entre os oficiais de infantaria, conhecendo várias reedições e traduções ao longo do século XVIII.
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Referências/References:
König, A. (1880). Gaudy, Friedrich Wilhelm von. In Allgemeine Deutsche Biographie (Vol. 8, pp. 419–421). Leipzig: Duncker & Humblot.
Inocêncio V, 279.