Ilustrada con millares de fotografías, dibujos y láminas. Tomo Primero [al Tomo Noveno]. Editorial Prometeo. Valencia. S.d [1920?].
9 Volumes de 33x25,5 cm. Com 598; 582; 622; 599; 598; 599; 599; 598; 598 págs. Encadernações com lombadas em pele com ferros a ouro. Cortes das folhas mosqueados e folhas de guarda decorativas. Os primeiros cinco volumes têm uma encadernação ligeiramente distinta, com a inscrição «Academia de Estudos Livres» a ouro, no pé das lombadas. Os restantes são do encadernador Jaime M. Alves.
Profusamente ilustrados com gravuras, desenhos, mapas e fotografias a preto e branco ao longo do texto. Inclui ainda monocromias de página dupla em extratexto em todos os volumes e mapas desdobráveis no quinto volume.
Impressão a preto e vermelho com o texto disposto em duas colunas.
Exemplar com falta das páginas 17 a 22 e 193 a 200 do volume VII. Apresenta ainda ocasionais restauros em algumas folhas, encontrando-se os mais notáveis no rosto e anterrosto do sexto volume e nas páginas 23 e 24 do sétimo, estas últimas com uma falha de papel que atinge o texto e parte de uma fotografia. Etiquetas com cotas nas pastas anteriores e carimbos oleográficos nas guardas anteriores.
Edição luxuosa e muito rara, de valor histórico e bibliográfico significativo, sobretudo pela riqueza iconográfica que a acompanha. Relegada durante o franquismo pela sua orientação liberal e abertamente anti-alemã, esta obra monumental é um dos testemunhos mais influentes e amplamente difundidos da Primeira Guerra Mundial em língua espanhola.
Cada volume começa com um índice de conteúdos.
Inicialmente publicada em fascículos e depois reunida em nove volumes, a obra reflete uma visão combativa, moralista e pacifista que Blasco Ibañez assume como denúncia do militarismo e da barbárie da guerra moderna.
Sem se enquadrar nos critérios da historiografia académica, combina, no entanto, rigor documental, narrativa envolvente e uma notável galeria de imagens, sendo ainda hoje uma referência para o estudo da receção cultural da Primeira Guerra Mundial no mundo ibérico. A escrita é envolvente e marcada pelo estilo romanesco do autor, que conjuga observação jornalística com elementos de crónica, panfleto político e épico popular.
Vicente Blasco Ibañez (Valência, 1867 – Menton, 1928) foi uma figura central do republicanismo espanhol e um dos escritores mais traduzidos da sua geração. Autor de romances sociais como La barraca (1898) e Cañas y barro (1902), foi também um ativista político, fundador do jornal El Pueblo e deputado nas Cortes. Durante a Primeira Guerra Mundial exilou-se voluntariamente em França, onde se tornou um dos mais influentes defensores da causa aliada, escrevendo e pronunciando conferências contra o imperialismo germânico.
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Ref.: Cat. Biblioteca Valenciana Nicolau Primitiu / Cat. Col. Patrim. Bibliog. Val. CDU: 94(4)'1914/18'