Approvadas para as escolas primarias pela Junta Consultiva de Instrucção de Instrucção Publica, e duas d’ellas duas vezes premiadas na exposição de Philadelphia de 1876. Por B. BARROS GOMES 1878 Lallemant Frères Typ., Lisboa Fornecedores da Casa de Bragança 6-rua do Thesouro Velho - 6.
In fólio de 41,5x30 cm. Com [vi], 4, [vi], 4, [i em br], [i], 6, [i em br], [i], 4, [i], [i em br], 6 págs. Encadernação da época com lombada em pele e ferros a ouro. Pastas em papel marmoreado.
Ilustrado no texto com, tabelas de dados, um gráfico a preto e branco e com os seguintes mapas a cores: Carta dos Conselhos de Portugal, 1876; Carta Orográfico e Regional de Portugal, 1875; Carta Xilografica de Portugal, 1876; Carta Agronomica de Portugal, 1877; e Carta da Povoação Conselhia de Portugal, 1876.
Exemplar com danos nos cantos das pastas e na lombada com alguma perda de revestimento, cota na pasta anterior, carimbo oleográfico da Biblioteca da Academia de Estudos Livres da Universidade Popular na folha de guarda e de rosto, e alguns picos de humidade.
Impressão sobre papel de excelente qualidade, com texto disposto em duas colunas separados por filetes simples.
As folhas preliminares com um prefácio e índice geral. Contém os seguintes capítulos: I - Carta Conselhia; II - Carta do Relevo, Orográfico e Regional: com relevo do território e divisão regional; III - Carta dos Arvoredos; IV - Carta Agronomica; V - Carta da Povoação Conselhia; VI - Lista Especial dos Conselhos.
Duas destas cartas, a Carta do Relevo (ou Carta Orographica) e a Carta dos Arvoredos, foram premiadas na Exposição Universal de Filadélfia de 1876, nos Estados Unidos, destacando a sua qualidade científica e pedagógica para a época.
Bernardino António de Barros Gomes (1839–1910) foi um ilustre engenheiro silvicultor, geógrafo e botânico português, reconhecido como o pioneiro na introdução de métodos científicos no ordenamento florestal em Portugal. Formado em Filosofia pela Universidade de Coimbra e especializado na Academia de Tharandt, na Alemanha, destacou-se como diretor do Pinhal de Leiria, onde elaborou a planta cadastral e projetou infraestruturas essenciais, como estradas e pontos de vigia. A sua contribuição para a geografia científica é notável através das "Cartas Elementares de Portugal" (1878), obra premiada que apresentou uma visão integrada do território, unindo relevo, clima e vegetação. Faleceu tragicamente em Lisboa, baleado durante os eventos da implantação da República em outubro de 1910.