Por Jose’ Agostinho de Macedo. ...Tolluntur in altum, Ut lapsu graviore ruant. Claud. Tomo I [Tomo II]. LISBOA: Na Impressão Regia. Anno 1820. Com Licença.
2 Volumes in 8.º de 14,5x10,5 cm. Com 295, [i]; 271, [i], iii, [i em br], 5-34, [ii em br] págs. Encadernações inteiras de pele, com nervos, rótulos e ferros a ouro nas lombadas. Cortes das folhas mosqueados e folhas de guarda marmoreados.
Exemplares com indícios de oxidação nas primeiras folhas e assinatura de posse desvanecedida e pequenos furos de traça nas folhas de rosto. Tem falta da primeira folha da Carta a Ático, no segundo volume.
Primeira edição. Inclui uma Carta a Ático, nas últimas 34 páginas do 2.º vol.
São raros os exemplares desta discutida obra de José Agostinho de Macedo, infeliz na opinião de muitos autores. Inocêncio refere-se à mesma como «um complexo de paradoxos, incoherencias, contradicções flagrantes, e argucias pueris», mas nem por isso deixa de ser uma obra de destaque na bibliografia passiva camoniana.
Obra de crítica feroz à obra de Camões que amplifica as ideias já expostas por Agostinho de Macedo em «Oriente» e no qual pretende demonstrar as supostas incoerências, erros, faltas, plágios, referências ímpias, mescla incoerente entre cristianismo e paganismo, etc. cometidos por Luís de Camões nos Lusíadas.
Referências:
Inocêncio IV, 201, 2312.