Par M. MARMONTEL, Nouvelle Édition, Corrigée et Augmentée. Enrichis de Figures en taille-douce. Tome Premier [au Tome Troisieme]. A LA HAYE, Aux dépens de la Compagnie. M. DCC. LXXV. [1775]
3 Volumes de quatro in 12.º de 17x10 cm. Com xvi, [i], 308, [i]; [iv], 300; [iv], 223, [i] págs. Encadernações inteiras de pele, com rótulos e ferros a ouro nas lombadas e bordas das pastas. Cortes das folhas e folhas de guarda marmoreados.
Ilustrado em face da folha de rosto com uma gravura do autor em chapa de cobre de Augustin de Saint-Aubin após retrato de Charles-Nicolas Cochin, e em extratexto com gravuras sobre papel mais encorpado de H. Gravelot. Ornamentado com belíssimos cabeções e florões de remate.
Exemplar com pedaço de pape colado as folhas de rosto para ocultar a assinatura de posse.
Hubert-François Bourguignon, conhecido como Gravelot (Paris, 1699 - Paris, 1773), foi um gravador francês, famoso ilustrador de livros, designer e mestre de desenho.
Jean- François Marmontel (Bort-les-Orgues, França, 1723 - Normandia, 1799) foi poeta, dramaturgo, romancista e crítico francês e é mais conhecido pela sua obra autobiográfica Mémoires d"un père.
Em 1745, encorajado por Voltaire, Marmontel estabeleceu-se em Paris. Compôs tragédias à maneira de Voltaire e libretos de óperas para os compositores Jean-Philippe Rameau, André-Ernest-Modeste Grétry, Niccolò Piccinni, e Luigi Cherubini. Os seus Contes moraux (1761; "Histórias Morais") são mais originais. Publicou-os pela primeira vez separadamente no Mercure de France, do qual foi editor entre 1758 e 1760. Sentimentais, edificantes e superficialmente elegantes em conteúdo e estilo, estes contos foram amplamente apreciados e imitados.
A publicação de dois romances filosóficos, Bélisaire (1767) e Les Incas (1777), melhorou consideravelmente a sua reputação. O primeiro foi condenado pela Sorbonne por causa do seu apelo à tolerância religiosa e o segundo denunciava os malefícios do fanatismo.