Por M. l’Abbé de Vertot, de l’Academie Royale des Inscriptions &; Belles Lettres, [...]. Quatriéme Edition. Tome Premier. [Tome Second]. A AMSTERDAM, Chez David Mortier, Imprimeur &; Libraire. M. DCC. XXXIX [1739]
2 Volumes in 12.º de 17.5x10,5 cm. Com [xvi], 543; [xvii]; [ii], 488, [xvi] págs. Encadernações inteiras de pele, com nervos, rótulos e ferros a ouro na lombada. Cortes das folhas carminados.
Obra menos conhecida em Portugal do Abade Vertot, popularizado entre nós pela sua «Histoire des Revolutions de Portugal», tantas vezes traduzida e reeditada.
Tradução muito rara desconhecida de Inocêncio e de que não existem exemplares catalogados na Porbase. Publicada com as iniciais M. B. - um Monge Beneditino, que se referem ao seu autor, Frei Mateus da Assunção Brandão.
Inocêncio refere a existência de uma tradução em dois volumes publicados em 1783 (Lisboa, na Offic. de José de Aquino Bulhões) da autoria de Vicente Carlos de Oliveira, poeta e tradutor muito conhecido na época e autor de diversos poemas e traduções. O mesmo Inocêncio afirma que foi publicado um terceiro volume em que a tradução é da autoria de M. B., ou seja, Inocêncio viu um terceiro volume solto pertencente a esta edição em três volumes e pensou erradamente que seria o complemento da edição de 1783, quando se trata de edições e traduções diferentes, sendo a segunda de Frei Mateus da Assunção Brandão. Só o continuador de Inocêncio, Brito Aranha, no volume XVII do Dicionário, fez a atribuição correcta da autoria da tradução.
Obra composta por um discurso preliminar e catorze capítulos, que descreve a história da República Romana, desde a sua fundação, (após derrubada a Monarquia) até ao seu fim com a subida ao poder de Júlio César.
Todos os volumes incluem índices de assuntos e o último contém uma memória de Lord Stanhope, sobre a composição do Senado Romano e a resposta do autor.
René Aubert de Vertot (Castelo Bennetot, 1655 - Paris, 1735) Eclesiástico francês e historiador. Após estudar com os jesuítas, no Colégio de Rouen, ingressou na Ordem Franciscana dos Capuchinhos, donde saiu por motivos de saúde. A seguir ingressou na Ordem Premonstratense, onde exerceu as funções de secretário do Geral da Ordem e foi nomeado Prior de Joyenval. Devido a conflitos com outros membros da sua ordem e desistiu das suas funções e acabou por se tornar Prior de Croissy-sur-Seine.
É autor das seguintes obras: Traité historique de la mouvance de la Bretagne, dans lequel on justifie que cette province, dès le commencement de la monarchie, a toûjours relevé, ou immédiatement ou en arrière- fief de la couronne de France, Paris, Pierre Cot, 1710; Histoire des révolutions arrivées dans le gouvernement de la République romaine, Paris, Barois, 1719; Histoire critique de l'établissement des Bretons dans les Gaules et de leur dépendance des Rois de France &; des Ducs de Normandie, Paris, Barois, 1720; Histoire des révolutions de Suède, Paris, François Barois, 1722; Histoire des chevaliers hospitaliers de S. Jean de Jerusalem, appellez depuis les chevaliers de Rhodes, et aujourd’hui les chevaliers de Malte, Paris, Rollins, Quillau, Desaint, 1726; Histoire des révolutions de Portugal, 1689, Paris, Michel Brunet,1711; Origine de la grandeur de la cour de Rome et de la nomination aux évêchés et aux abbaïes de France, Haia, 1737; Ambassades de messieurs de Noailles en Angleterre, Leyden, 1763.
Referências/References:
Gonçalves Rodrigues (Tradução, 1886) não identifica o tradutor.
Monteverde 5532.
Inocêncio VII, 421-422 e XVII, 9.