Câmara Municipal de Lisboa. 1935.
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2 Folhetos de 32x24,5 cm. Com 4; 4 págs. sem numeração. Brochados. Folhetos impressos em caracteres góticos, enquadrados em molduras a cores com motivos florais acompanhados de belas gravuras comemorativas.
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Em 1935, as Festas da Cidade de Lisboa foram organizadas como parte das celebrações oficiais que em junho antecediam o Dia de Santo António, feriado municipal e símbolo da identidade lisboeta. Esses festejos incluíram uma série de eventos cívicos e populares com forte componente histórico-festiva, como exposições, torneios medievais e representações históricas evocativas do passado nacional e da cidade.
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Inaugurado pelo Presidente da República General António Oscar de Fragoso Carmona, em 1 de Junho de 1935, onde decorreram vários eventos, entre eles: abertura das I Exposição Filatélica e da Exposição Antoniana, II Circulo Automobilista e I Exposição Internacional de Aeronáutica no Pavilhão das Exposições no Parque Eduardo VII, após 110 dias de trabalhos surgiu o 'Bairro Novo de Lisboa Velha' apelidado de 'Lisboa Antiga', Torneio Medieval nos claustros do Jerónimos, Cortejo Medieval realizado por Leitão de Barros, Concurso de Montras, Feira da Praça do Comércio e Concurso das Marchas de Lisboa. As Festas da Cidade de Lisboa encerraram a 15 de Junho de 1935.
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O “Desfile na Corte do Rei D. João I”, foi um dos momentos mais notáveis, realizado a 8 de junho de 1935, que consistiu num cortejo histórico reconstruído em torno da figura de D. João I (rei de Portugal e Mestre de Avis) e da sua corte. O folheto oficial da Câmara Municipal de Lisboa que divulgava o evento refere-o precisamente como “Desfile na Corte do Rei D. João I” no programa das festas. O desfile integrava as figurações medievais e trajes de época, com damas e cavaleiros representando a corte régia; encenações históricas e torneios, alguns idealizados por figuras como o cineasta Leitão de Barros, que coordenou outras actividades das festas como o torneio medieval e o cortejo.
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O Torneio de Cavalaria, também fez parte das comemorações, projetado sob a influência de figuras culturais e artísticas da época, nomeadamente pelo cineasta e encenador Leitão de Barros, e contou com a participação de grupos sociais como artistas do teatro português e cavaleiros, numa encenação medieval intitulada “O Magriço e os doze de Inglaterra”. Nesta narrativa alegórica, doze cavaleiros portugueses defenderam as damas inglesas, refletindo os valores idealizados da cavalaria medieval e do código cavaleiresco que se pretendia ressaltar no imaginário popular.
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Estes folhetos carregam uma importância histórico-cultural de tradições etnográficas de Portugal, e permanece como uma fonte documental dum dos eventos de grande importância durante o Estado Novo.
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Referências:
Blogspot: Garfadas online.
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