Tradução de M. Fonseca. Antonio Dourado - Editor. Porto. 1890.
De 19x13 cm. Com 396, [iii] pags. Encadernação do editor inteira de tela, com gravações a ouro na lombada e pasta anterior e a negro na pasta posterior. Ilustrado em extratexto com 16 gravuras a preto e branco.
Contém até a página 80 «duas palavras do traductor», «Traços biographicos de Léo Taxil», e «Preambulo». Reúne um total de quinze capítulos. Páginas finais com conclusão, pequeno texto intitulado «Outro assassinato maçonico», índice dos capítulos e das gravuras. Inclui notas de rodapé.
Obra de cariz antimaçónico, na qual o autor responsabiliza a Maçonaria por uma série de assassinatos de figuras públicas que são apresentadas no índice: I – A princesa de Lamballe II – O padre Le Franc III – Philippe Égalité IV – Paulo I, czar da Rússia V – Saint-Blamont e o general Quesnel VI – O duque de Berry VII – William Morgan VIII – Os carbonários de Marselha IX – O conde Rossi X – Mazzini e a questão Orsini XI – O marechal Prim XII – García Moreno XIII – Léon Gambetta XIV – O prefeito Barrême XV – A questão do banco d’Ancona.
Léo Taxil é o pseudónimo de Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand-Pagès (Marselha, 1854 – Sceaux, 1907), anteriormente acusado de difamação a propósito de um livro que escreveu, intitulado The Secret Loves of Pope Pius IX. Inicialmente, publicou vários livros anticatólicos, nos quais retratava a hierarquia eclesiástica como hedonista e sádica. Ingressou na Maçonaria em 1881, mas não chegou a ultrapassar o primeiro grau, tendo sido expulso dez meses depois, em 1882, por estar envolvido em alguns casos de plágio e difamação. A partir de então, passou a adoptar em relação à organização o mesmo tipo de postura difamatória que anteriormente manifestara em relação à Igreja Católica.