(Apontamentos pela Vida fora). N.º 1. Editor - Libanio da Silva. Lisboa. 1896-1897.
2 Volumes encadernados num de 18,5x13,5 cm. Com 404; 384 págs. Encadernação com lombada em pele e ferros a ouro. Pastas em papel marmoreado. Ornamentado por cabeções tipográficos e com motivos vegetalistas.
Exemplar com sublinhados dispersos a lápis. Falha tipográfica na númeração dos fascículos tem 23 em vez de 24, no último número.
Obra importante para compreender a crítica social e a observação da sociedade portuguesa de finais do século XIX. Em 1874 foi publicada uma primeira versão, num único número/fascículo, com o subtítulo Revista de Factos Contemporâneos. Foi em 1896–1897 que Silva Pinto volta a publicar a mesma obra com o subtítulo Apontamentos pela Vida Fora. Esta segunda série foi publicada quinzenalmente e ficou completa em 24 números.
Os números eram vendidos individualmente como fascículos, e posteriormente foram reunidos em volumes. Cada número contém vários artigos como apontamentos, episódios, crónicas, comentários e reflexões, que não constituem necessariamente uma narrativa contínua.
A obra apresenta a seguinte estrutura: o Primeiro Volume reúne 12 números, organizados em dois índices, ambos incluídos na numeração da obra. O primeiro índice corresponde aos números 1 a 6, enquanto o segundo abrange os números 7 a 12. O Segundo Volume reúne os 12 números restantes e obedece à mesma composição do primeiro volume. Assim, o primeiro índice corresponde aos números 13 a 18, e o segundo aos números 19 a 24. Deste modo, a obra é constituída por 24 números, distribuídos por dois volumes, com dois índices em cada volume.
António José da Silva Pinto (Lisboa, 1848–1911), conhecido como Silva Pinto, foi escritor, jornalista e crítico de orientação republicana. Dedicou-se desde cedo à literatura e ao jornalismo, colaborando em diversos periódicos e publicando uma obra vasta e diversificada. Em 1873 frequentou o Curso Superior de Letras e, no ano seguinte, fixou-se no Porto, onde prosseguiu a actividade literária e jornalística. Em 1896 tornou-se subdirector da Casa da Correcção de Lisboa, as Mónicas, de que foi director a partir de 1900, promovendo a regeneração dos menores internados. Morreu em Lisboa, em 1911, depois de uma vida marcada pela intervenção intelectual, política e social e por persistentes dificuldades económicas.
Ref.:
Inocêncio XXII, 304-310; XVII, 105.
WorldCat