Romance por... Precedido d’um juiso critico de Camillo Castello-Branco. Typ. de J. J. Gonçalves Basto. Porto. 1855.
De 18x12,5 cm. Com 336 págs. Encadernação com lombada em pele e ferros a ouro. Corte das folhas mosqueado e folhas de guarda decorativas. Exemplar com dedicatória do autor aso seu presado amigo Arnaldo [...] Francisco [..], na folha de rosto.
Muito rara, primeira e única edição. Existe exemplar na Porbase.
O romance abre com um prefácio/juízo crítico por Camilo Castelo Branco, que posteriormente voltou a analisar a obra, e que o autor centra-se nas paixões, nos conflitos íntimos e no sofrimento amoroso das personagens. A obra explora o contraste entre o desejo e a realidade, fazendo do coração e das suas contradições o verdadeiro objecto de estudo.
A cerca deste romance, escreveram também juízos críticos António Pedro Lopes de Mendonça e José Maria de Andrade Ferreira.
José Barbosa e Silva (Viana de Castelo, 1828 - Viana de Castelo, 1865), pertencente a uma família abastada e de destaque em Viana de Castelo. Foi amigo próximo de Camilo Castelo Branco, com quem manteve uma importante correspondência e relações de amizade. Foi eleito deputado pelo círculo de Viana do Castelo em 1858 e novamente em legislaturas posteriores. Nomeado para funções diplomáticas em Constantinopla em 1862, não chegou a assumir o cargo e faleceu em 1865, vítima de doença.
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 1825 - São Miguel de Seide, 1890) é um dos maiores romancistas e novelistas do século XIX e autor de diversas obras de erudição, crítica literária, poesia, teatro e polémica, deixando um vasto epistolário. O seu estilo caracteriza-se por uma prosa muito rica, tendo como influências os grandes escritores portugueses do séc. XVI e XVII. Situa-se numa linha da prosa portuguesa que influenciou escritores como Agustina Bessa Luís. Teve uma vida bastante dificultada pelas complexidades da época para os autores, mas doi o primeiro escritor português a viver dos seus escritos literários e jornalísticos. Suicidou-se em 1 de Junho de 1890 após começar a sofrer de cegueira.
Referências:
Inocêncio XII, 254.